7 estatísticas sobre home office para o ano de 2020

Maryam Mohsin COVID-19

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O rápido avanço da pandemia do coronavírus obrigou empresas e lojas de todos os tamanhos a realizarem uma transição rápida e inesperada para o modelo de trabalho home office.

Mas, agora que muita gente está finalmente se ajustando a essa nova rotina de trabalhar de casa, novas dúvidas começaram a surgir: Será que esse novo modelo de trabalho é para valer? Será que é só um arranjo temporário e em breve vamos voltar para a rotina dos escritórios? Será que trabalhar remotamente realmente vai ser o novo padrão?

Até o início do ano, ninguém poderia acreditar que grande parte da população mundial estaria trabalhando de casa em apenas alguns meses; agora, no entanto, é difícil projetar um futuro sem o modelo de trabalho home office que estamos vivendo.

A grande vantagem dessa transição é que, graças ao enorme avanço tecnológico que experimentamos nas últimas décadas, diversas áreas e setores do comércio conseguiram se adaptar rapidamente ao ambiente remoto.

No entanto, ainda tem muita gente que resiste à ideia de trabalhar de casa – seja pelo simples costume de ter passado anos e anos trabalhando em um escritório, ou então pelo fato de que a própria natureza de seu trabalho não permite que ele seja realizado remotamente.

É verdade que a transição para o modelo de trabalho home office requer ajustes importantes, sobretudo na forma de comunicação e no gerenciamento de equipes; além disso, a própria rotina de trabalho precisa ser ajustada.

Mas é verdade, também, que quase todos nós caímos de paraquedas nessa nova realidade. Por isso mesmo, é importante que saibamos identificar os principais desafios e as principais vantagens desse novo modelo de trabalho.

Foi pensando nisso que compilamos as 7 estatísticas mais importantes sobre home office para o ano de 2020: esses números, afinal, podem nos ajudar a entender melhor a situação na qual nos encontramos.

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1. Quantas pessoas trabalham em home office?

Brasileiros que trabalham em home office

Mesmo antes da pandemia, o home office já tinha uma presença considerável no Brasil: em 2018, um levantamento realizado pelo IBGE mostrou que 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam de maneira remota.

Além de ser particularmente popular entre os freelancers, o modelo de trabalho home office também mostra boa adesão entre empresas startups e outras iniciativas privadas, como e-commerces e lojas virtuais, que funcionam quase que totalmente no ambiente online.

2. A grande maioria dos profissionais prefere trabalhar de casa

Trabalhar de casa é preferência entre brasileiros

Parece que o modelo de trabalho home office é o sonho de muita gente: uma pesquisa realizada pelo Buffer no final de 2019 mostrou que 98% dos funcionários e trabalhadores entrevistados gostaria de trabalhar remotamente ao menos uma vez na vida.

No Brasil, a situação é bem parecida: um levantamento do instituto Ipsos feito na mesma época mostrou que trabalhar de casa é a opção ideal para ao menos 49% dos brasileiros que já possuem empregos – e para 55% dos desempregados.

Os motivos que levam um profissional a querer trabalhar de casa podem variar: muita gente gostaria de ter um horário de trabalho mais flexível; outros gostariam de estar em casa para passar mais tempo com a família ou então otimizar a rotina diária para buscar uma fonte extra de renda.

E tem gente que gostaria de evitar o engarrafamento diário até o escritório. Uma pesquisa recente da Robert Half mostrou que 53% dos profissionais que estão trabalhando de casa listam o tempo ganho e a redução do deslocamento como o principal benefício do home office.

Além disso, vale lembrar que a possibilidade de trabalhar de casa também significa, para muita gente, uma chance de poder ter um equilíbrio mais saudável entre vida profissional e vida pessoal: levar uma vida menos estressante, poder realizar refeições saudáveis e caseiras todos os dias e até mesmo conseguir incluir uma atividade física na rotina.

E isso tudo está diretamente conectado à próxima estatística sobre o trabalho home office:

3. Profissionais mais felizes 

Profissionais que podem trabalhar de casa, ao que tudo indica, são profissionais mais felizes.

Profissionais que podem trabalhar de casa, ao que tudo indica, são profissionais mais felizes.

Um levantamento feito pela Owl Labs em 2019 mostrou que, embora quem trabalhe de casa acabe trabalhando mais, 71% dos entrevistados afirmaram estar felizes com seus empregos e com o modelo de trabalho que seguiam. Esse mesmo percentual caiu para 50% entre profissionais que não faziam home office.

Como vimos, trabalhar remoto de casa pode trazer alguns benefícios, como uma rotina mais flexível e um equilíbrio mais saudável entre vida profissional e vida pessoal – fatores que sem dúvida impactam o nível de felicidade dos profissionais de home office.

Esse mesmo estudo da Owl Labs indicou que, muitas vezes, a possibilidade de trabalhar de casa acaba sendo um fator a mais de confiança na relação entre profissional e empresa: na verdade, os profissionais que já trabalhavam em home office se mostraram mais dispostos a continuar em seus empregos pelos próximos anos do que aqueles que trabalhavam apenas no escritório.

4. Aumento na produtividade

Trabalhar de casa aumenta a produtividade

E tem um outro dado importante relacionado ao impacto do trabalho home office na vida dos profissionais: uma pesquisa realizada pela Pulses agora 2020 mostrou que, mesmo durante a pandemia, 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando remotamente.

Esse número é importante, sobretudo porque até pouquíssimo tempo atrás a ideia de trabalhar remotamente nem sempre era vista com bons olhos: muitas empresas achavam que os funcionários ficariam mais distraídos se estivessem em casa e, por isso, não conseguiriam entregar bons resultados.

Da mesma forma, muitos gerentes e chefes compartilhavam da opinião de que o trabalho home office só seria mais um obstáculo, já que a melhor forma de garantir um bom desempenho dos funcionários seria vigiá-los no ambiente do escritório.

O problema é que cada profissional trabalha dentro de um próprio ritmo, e é impossível pedir que todos mantenham um nível de produtividade máxima dentro de um escritório.

Talvez por isso mesmo que trabalhar de casa pela internet seja uma solução tão positiva, já que cada profissional tem a liberdade de controlar seu próprio ambiente de trabalho. Você pode escolher a hora que vai começar a trabalhar, o espaço da onde vai trabalhar, a iluminação e a temperatura do ambiente, a música de fundo, a hora de almoço…

Todos esses fatores influenciam os níveis de produtividade e desempenho de um profissional.

5. Qual é o maior desafio no modelo de trabalho home office?

Distrações no trabalho home office

É claro que nem tudo são flores quando o assunto é trabalhar de casa. Na verdade, uma pesquisa realizada em março pela Robert Half mostrou que 1 em cada 5 profissionais brasileiros listaram as distrações causadas pela presença da família como o maior desafio do home office.

Embora a presença constante da família seja um desafio do trabalho home office que está diretamente ligado às circunstâncias da pandemia, é importante levar em conta outros desafios que podem aparecer, como a solidão, a dificuldade de se distanciar das redes sociais e a ameaça da procrastinação.

Isso não quer dizer que não existam soluções para esses desafios: para combater a falta de interação social, muitos grupos têm apostado nos BarCamps e nos encontros via Zoom ou Skype.

Evitar as redes sociais também pode ser difícil, mas existem diversas extensões do Chrome e apps de produtividade que podem te ajudar nessa tarefa; e, para conseguir fugir da procrastinação, vale a pena delimitar um espaço da casa exclusivo para o trabalho, como um pequeno escritório ou mesmo uma mesa.

O mesmo princípio pode ser aplicado quando você precisar delimitar seus horários: ao encerrar o dia de trabalho, desligue o computador e levante da cadeira. Pode ser difícil se desligar por completo, então vale a pena estabelecer uma rotina que te permita fazer outras atividades para se desligar e aproveitar os momentos de descanso.

6. Adesão por parte das empresas brasileiras

Adesão do home office nas empresas brasileiras

Um levantamento feito pela empresa de consultoria BTA mostrou que, por conta da pandemia, o modelo de trabalho home office se tornou o padrão para ao menos 43% das empresas brasileiras.

A transição não foi fácil: até meados de março, muitas empresas ainda não tinham protocolos e nem softwares para que as equipes pudessem trabalhar remotamente. Além disso, muitos profissionais precisam de máquinas especializadas para trabalharem, o que disparou a procura pelo aluguel de notebooks e computadores.

Agora, no entanto, cerca de 80% dos gestores de empresas do Brasil estão satisfeitos com a transição, e a liberação gratuita de ferramentas de videoconferência como o Zoom e o Google Hangouts também parece ter auxiliado o processo de aclimatação das equipes.

Vale lembrar, no entanto, que a facilidade de implementação do modelo de trabalho home office depende, em grande parte, das particularidades de cada empresa e cada nicho. Empresas de grande porte que já trabalhavam com equipes e profissionais localizados em diferentes países provavelmente não tiveram grandes dificuldades, mas isso não foi o caso para algumas empresas menores, que centralizavam suas operações em um único lugar.

7. Previsões para o futuro pós-pandemia

Tendências do trabalho home office após a pandemia

Ainda estamos longe de ver o fim da pandemia do coronavírus, mas já é possível fazer algumas previsões de como será o mundo de trabalho: segundo um professor da FGV, a tendência é que o modelo de trabalho home office cresça cerca de 30% no Brasil.

O mesmo, parece, deve acontecer ao redor do mundo. No início de maio, por exemplo, o CEO do Twitter anunciou que grande parte dos funcionários da empresa estão liberados para continuarem trabalhando de casa mesmo após o fim da pandemia.

Há motivos para acreditar que outras empresas sigam esse mesmo caminho: a rápida transição para o trabalho home office fez com que mesmo as pessoas mais resistentes ao modelo percebessem os benefícios envolvidos para os funcionários e para as próprias empresas.

Mesmo que o home office não vire o único modelo existente de trabalho, é possível que daqui para frente um número cada vez maior de empresas passe a oferecer um sistema mais flexível, mesclando dias remotos e dias no escritório. Dessa forma, mesmo aqueles nichos que não puderam realizar a transição durante a pandemia conseguirão se adaptar a esse novo cenário.

Conclusão: estatísticas sobre trabalho remoto

Estamos vivendo um tempo de incertezas, mas ao que tudo indica parece que trabalhar remotamente é uma tendência que veio para ficar.

Isso não quer dizer que já temos todas as respostas. Afinal, ainda é difícil saber se – e quando – as empresas vão permitir que seus funcionários trabalhem de casa em condições normais; também é difícil prever que tipos de acordos trabalhistas serão firmados dentro desse novo cenário. Mas, talvez, a resposta certa vá depender de cada profissional, de cada área e de cada empresa.

Resumo: 7 estatísticas sobre o trabalho home office

  1. Mesmo antes da pandemia do coronavírus, cerca de 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam remotamente – e, com tudo o que estamos vivendo, há motivos para acreditar que esse número só deve aumentar daqui para frente.
  2. A grande maioria dos profissionais prefere trabalhar de casa, com uma pesquisa mostrando que 98% das pessoas gostaria de trabalhar em home office ao menos uma vez na vida.
  3. A possibilidade de trabalhar remoto afeta diretamente o nível de felicidade e satisfação de um profissional.
  4. Desde o início da pandemia, 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando remotamente.
  5. 1 em cada 5 profissionais brasileiros listaram as distrações causadas pela presença família como o maior desafio do home office.
  6. O modelo de trabalho home office se tornou o padrão para ao menos 43% das empresas brasileiras.
  7. Mesmo depois do fim da pandemia, a tendência é que o modelo de trabalho home office cresça cerca de 30% no Brasil

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Maryam Mohsin
Maryam Mohsin escreve conteúdos originais para o Oberlo e é especialista em e-commerce e dropshipping.