9 estatísticas sobre compras online para o ano de 2020

Maryam Mohsin Como vender

8 minutos 1 comentários

O mundo virtual já domina diversos aspectos da nossa vida: é por meio da internet que descobrimos novas oportunidades de trabalho, buscamos notícias sobre o que está acontecendo no mundo e, claro, adquirimos novos produtos.

Fazer compras online era impossível até poucas décadas atrás; hoje, é um dos setores mais rentáveis da economia, gerando bilhões de dólares todos os anos. Além de ser uma prática comum entre o público consumidor, comprar online tem se mostrado também uma necessidade para muita gente durante a crise do coronavírus.

Um dos motivos que justificam o impressionante crescimento das compras online ao longo das últimas décadas (e sobretudo durante os últimos anos) é que as marcas que migraram para o virtual conseguem oferecer uma experiência de compra exclusiva e diferenciada para seus clientes.

Ou seja: os novos apps, canais, recursos e formatos de compra oferecidos no mundo virtual são capazes de transformar a compra online, fazendo dela uma experiência quase tão pessoal quanto a compra no mundo real.

Se você já tem uma loja virtual ou está pensando em migrar para o e-commerce, vale a pena dar uma olhadinha nessas 9 estatísticas que separamos sobre o tema.

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1. Muita gente faz compras online?

Uma pesquisa realizada pelo NZN Intelligence em 2019 mostrou que 74% dos consumidores brasileiros preferem comprar online. O percentual é significativo, e ao que tudo indica é provável que continue crescendo.

Existem vários motivos que podem levar um consumidor a optar por uma compra online, desde a conveniência e a praticidade até o valor do item que ele está pensando em adquirir.

Além disso, é importante lembrar que as tecnologias que auxiliam o consumidor no processo de compra online já estão bem desenvolvidas: hoje em dia, um bom site de e-commerce conta com imagens de alta qualidade, boas descrições de produto e vídeos que mostram o produto em ação. Lojas de roupa, sobretudo as que trabalham com o dropshipping, contam com tabelas de medidas que fazem automaticamente a conversão dos tamanhos para o padrão brasileiro – eliminando, assim, possíveis dúvidas e frustrações.

A forte presença de consumidores brasileiros na internet significa que a sua loja também precisa estar por lá, criando conteúdos no Instagram, no Facebook, no TikTok e em qualquer outro canal utilizado pelo seu público-alvo.

2. A jornada de compra começa online

Um relatório divulgado pelo Thinkwithgoogle em 2018 indicou que cerca de 63% das experiências de compra registradas no mercado mundial começaram online.

Isso significa que mesmo quando um consumidor efetua uma compra numa loja física, há uma chance significativamente alta de que a jornada de compra tenha começado online – provavelmente em sites de busca como o Google ou em marketplaces como a Amazon.

Ou seja: mais um motivo para investir na presença virtual da sua marca. Se você conseguir colocar a sua marca como um canal de compra logo no início da jornada do cliente, as chances de que ele decida fazer a compra online com você aumentam consideravelmente.

Ainda sobre a jornada de compra, é importante lembrar que cada consumidor apresenta padrões e hábitos próprios: por isso mesmo, é importante que você esteja a par dos diferentes caminhos e canais acessados pelos seus clientes.

3. As compras online e os smartphones

Uma pesquisa encomendada pelo PayPal no ano passado mostrou que cerca de 80% dos brasileiros usam seus smartphones para comprar online.

O número é alto, mas não deve espantar ninguém: com o desenvolvimento das redes sociais e os novos recursos de compras online oferecidos por essas plataformas, o smartphone vem ganhando um espaço de relevância dentro do e-commerce.

Se você planeja construir um e-commerce de sucesso, então, precisa levar em conta que a grande maioria dos seus clientes vai descobrir a sua marca, acessar o site da loja e provavelmente realizar a compra via smartphone.

Isso significa que, além de otimizar as páginas do seu site para que elas sejam exibidas corretamente nos dispositivos móveis, você também precisa

4. A forma de pagamento mais utilizada nas compras online

Embora o boleto bancário ainda seja bem popular entre os brasileiros que fazem compras online, uma pesquisa realizada pelo Moip em 2019 mostrou que, a cada 10 compras realizadas no e-commerce brasileiro, 7 são pagas via cartão de crédito.

Essa informação pode ser útil na hora de escolher os gateways de pagamento da sua loja: além de garantir que o checkout seja seguro e descomplicado, é importante que você disponibilize métodos de pagamento com os quais o seu público-alvo já esteja familiarizado.

5. Impacto da COVID-19 nas compras online

A pandemia do coronavírus impactou diretamente a forma como os consumidores de todo o mundo adquirem seus produtos. Com as medidas de isolamento social e um número recorde de pessoas trabalhando de casa, comprar online deixou de ser uma conveniência e acabou se tornando uma necessidade.

Uma pesquisa realizada pela Compre e Confie, produzida em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, mostrou que os primeiros 15 dias de março registraram um aumento de 40% nas vendas realizadas via e-commerce. Além disso, as categorias mais buscadas foram as de saúde, supermercado e beleza/perfumaria – categorias que antes eram dominadas pelo comércio físico.

No entanto, tudo leva a crer que essa mudança talvez não seja apenas temporária: talvez, esse seja o início de uma verdadeira revolução na forma como os consumidores pensam o ato de comprar.

Uma pesquisa recente do NZN Intelligence, por exemplo, já indicou que cerca de 71% dos brasileiros pretendem aumentar o volume de compras online; além disso, muitos supermercados já estudam como otimizar os serviços de escolha e entrega de produtos.

6. Projeção de faturamento para 2020

Um relatório montado em fevereiro deste ano pela NeoTrust estima que até o final de 2020 o e-commerce brasileiro vá faturar cerca de R$ 90 bilhões de reais.

Ainda que tenha sido elaborado em um cenário mais otimista do que o que estamos vivendo agora durante a pandemia do coronavírus, os dados de compras coletados por outras empresas (como os que relatamos ali em cima) indicam que há muito espaço para crescimento e expansão nas compras online.

Além disso, uma das tendências destacadas no relatório é o crescimento de novas práticas de marketing e modelos de compra, como por exemplo:

7. Frequência de compras online

Ok, já ficou claro que o modelo de compra online é bem popular.

Mas… Qual é a frequência com que os consumidores fazem compras online?

Um levantamento realizado pela Episerver no ano passado mostrou que cerca de 62% dos consumidores afirmam comprar online ao menos uma vez por mês. Do grupo de entrevistados, 26% afirmaram que compravam online ao menos uma vez por semana.

Por mais que o número seja significativo, é importante pensar no que está por trás dele: não é raro, por exemplo, que lojistas enfrentem altas taxas de carrinhos abandonados e checkouts não realizados; além disso, muitos clientes acabam desistindo da compra porque o número de opções de produto é muito alto, bem como o número de lojas disponíveis.

Dentro desse cenário, é importante que as lojas virtuais não apenas incentivem, mas ajudem os clientes durante o processo de compra. Isso significa, por exemplo:

8. Nichos e setores com maior crescimento (COVID-19)

A pandemia do coronavírus fez com que milhares de pessoas começassem a comprar alguns itens em excesso nos supermercados, farmácias e mesmo e-commerces.

Um levantamento mundial realizado pela Adobe, por exemplo, indicou que a compra de produtos médicos e cirúrgicos de proteção, como máscaras e luvas, aumentou em mais de 800% – seguido pelo aumento de 217% nos medicamentos para gripe e resfriado e o assustador aumento na compra de papel higiênico.

O fechamento de academias também acabou gerando um aumento de compras online no setor de produtos fitness, como elásticos, colchonetes e cordas.

9. O principal motivo para abandono de carrinhos

O abandono de carrinhos é um dos maiores pesadelos de lojistas e empreendedores do e-commerce – e uma pesquisa da Statisa mostrou que o principal fator que levam os clientes a desistirem de comprar online são as taxas de frete e envio. Outros fatores, como o prazo de entrega e os problemas de checkout (por exemplo, erros ao inserir o cartão de crédito), também entram na conta.

Em termos de frete e envio, é importante lembrar que o frete gratuito está cada vez mais se transformando em uma necessidade – e deixando de ser uma vantagem dentro do mundo das compras online.

Para evitar os carrinhos abandonados e passar longe de clientes frustrados com taxas de envio que só são incluídas na última etapa do checkout, a melhor estratégia é ser transparente: se for necessário inserir um frete, explique o motivo. Outra estratégia interessante é inserir o custo de frete dentro dos preços praticados no site e, então, oferecer um frete gratuito em todas as compras.

Estatísticas sobre compras online: rápido resumo

  1. 74% dos consumidores brasileiros preferem realizar compras online.
  2. 63% das experiências de compra começam na internet.
  3. 80% dos brasileiros realizam compras via smartphone.
  4. A cada 10 compras realizadas no e-commerce, 7 são pagas via cartão de crédito.
  5. Desde o início de março de 2020, as compras realizadas pela internet no Brasil aumentaram em 40% (um reflexo da pandemia do coronavírus).
  6. Estima-se que o e-commerce brasileiro tenha um faturamento de R$ 90 bilhões em 2020.
  7. 62% dos consumidores fazem compras online ao menos uma vez por mês.
  8. A venda de produtos de proteção, como máscaras e luvas, aumentou em 807% desde o início do ano.
  9. O custo das taxas de frete e envio é o principal motivo para o abandono de carrinhos.

Conclusão

Para sobreviver no mercado, é essencial construir uma presença forte na internet, apostando tanto nas redes sociais como no design do site. Esperamos que essas 9 estatísticas possam ajudar você a elaborar as suas próximas estratégias de venda.

Boa sorte!

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Maryam Mohsin
Maryam Mohsin
Maryam Mohsin escreve conteúdos originais para o Oberlo e é especialista em e-commerce e dropshipping.